Tempo de sono: dormir pouco ou em excesso pode afetar a memória e o raciocínio, estudo revela

Adulto dormindo tranquilamente à noite, representando a importância do tempo de sono ideal para a saúde do cérebro.

Você já se perguntou quanto tempo de sono é realmente necessário? 

Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) indica que tanto dormir pouco quanto dormir demais prejudica funções cognitivas como memória, concentração, raciocínio e tomada de decisão.

A importância do tempo de sono e impacto de distúrbios relacionados

Em síntese, o desempenho do cérebro depende de um “faixa ideal” de horas dormidas. De acordo com a pesquisa com adultos brasileiros, observaram-se duas tendências:

  • Menos de 6 horas/noite: maior risco de piora na memória, fluência verbal, funções executivas e cognição global.
  • Mais de 9 horas/noite: também pode ser prejudicial, afetando agilidade de raciocínio e retenção de informações.

Além disso, participantes com insônia apresentaram impacto cognitivo relevante independentemente da quantidade de horas dormidas logo, tratar distúrbios do sono é essencial para preservar a qualidade de vida.

Por que o sono importa para a mente?

Durante o sono, o cérebro executa processos vitais. Entre eles:

  • Consolidação da memória (transforma lembranças recentes em memórias estáveis);
  • “Limpeza” de toxinas neurais;
  • Regulação hormonal (cortisol, leptina, grelina, melatonina);
  • Restauração de sinapses e circuitos neurais.

Assim, quando o tempo de sono é inadequado, é provável que surjam lapsos de memória, dificuldade de foco e, a longo prazo, maior risco de declínio cognitivo.

Quanto devo dormir?

Via de regra, adultos se beneficiam de 7 a 8 horas por noite. Contudo, a necessidade pode variar ligeiramente conforme idade, cronotipo e carga de treino/trabalho.

Como ajustar seu tempo de sono para uma mente mais saudável?

Especialistas em neurociência indicam práticas simples que ajudam a manter um tempo de sono adequado e de qualidade:

  • Estabeleça uma rotina de sono com horários regulares para dormir e acordar.
  • Evite telas e luz azul a pelo menos 1 hora antes de deitar.
  • Pratique exercícios regularmente, porém evite treinos intensos à noite;
  • Crie um ambiente escuro, silencioso e confortável para dormir.
  • Reduza o consumo de cafeína e álcool no período da noite.
  • Procure avaliação se houver ronco alto, pausas respiratórias, insônia persistente ou sonolência diurna podem indicar apneia do sono ou outros distúrbios.

Recapitulando

Em conclusão, o estudo da UFMG reforça: tempo de sono adequado é decisivo para memória, raciocínio e saúde mental. Portanto, tanto a privação quanto o excesso de sono trazem consequências. Manter 7–8 horas com boa qualidade faz diferença no seu dia a dia e no longo prazo.

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