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Estudo revela alto risco de parada cardíaca em academias

Pessoa caindo inconsciente durante treino em academia, representando o risco de parada cardíaca súbita, tema de estudo recente sobre segurança cardiovascular.

A parada cardíaca súbita durante treinos em academias tem crescido e, infelizmente, atinge também pessoas jovens e aparentemente saudáveis. Incentivar a atividade física continua essencial; porém, é igualmente vital organizar o ambiente para responder rápido quando o pior acontece.

O que está por trás das mortes súbitas nas academias?

Estudos recentes, como o publicado pelo European Heart Journal (AHA), apontam que a morte súbita relacionada ao exercício físico pode acontecer de forma inesperada, principalmente durante atividades de alta intensidade.

Em uma análise populacional na França (6 anos), cerca de 6,8% das mortes súbitas fora do hospital estavam associadas ao exercício.
Além disso, os casos apareceram com mais frequência em treinos de musculação e resistência. Outro dado chama atenção: mais de 90% das vítimas eram homens, com 35–55 anos, muitos sem diagnóstico prévio de doença cardiovascular.

Dois fatores pioraram a sobrevida: ausência de DEA no local e atraso para iniciar RCP.

Além disso, o estudo reforça que a ausência de desfibriladores externos automáticos (DEA) no local e o atraso no início da reanimação cardiopulmonar (RCP) foram fatores determinantes para o baixo índice de sobrevida.

Quem corre mais risco?

Embora qualquer pessoa possa sofrer parada cardíaca, o risco aumenta em quem tem:

  • Cardiopatias não diagnosticadas ou história familiar;
  • Hipertensão, colesterol alto ou diabetes;
  • Sedentarismo e retorno abrupto a treinos intensos.

Por isso, avaliação médica prévia, principalmente antes de programas de alta intensidade, não é luxo: é protocolo de segurança.

Por que o DEA é essencial em academias?

O DEA (Desfibrilador Externo Automático) pode ser o divisor de águas. Quando utilizado nos primeiros 3–5 minutos, a chance de sobrevivência pode subir para até 70%. Para funcionar quando importa, ele precisa estar:

  • Em local visível e de fácil acesso;
  • Com manutenção/calibração em dia;
  • Com eletrodos dentro da validade e prontos para uso.

Casos recentes no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, sem DEA disponível, reforçam a urgência dessa estrutura.

Casos reais reforçam a urgência

Infelizmente, os recentes casos no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, onde vidas foram perdidas dentro de academias que não possuíam um DEA, são um alerta para a importância do tema.

Por isso, lembre-se sempre de refletir sobre 3 pontos essenciais:

Todas as unidades já possuem um DEA com a calibração em dia e em local visível e acessível?

Os eletrodos estão dentro da validade? (vencidas = risco altíssimo)

Sua equipe sabe como agir e usar o equipamento?

Se a resposta for “não” para alguma dessas questões, fale com a gente agora mesmo.

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