O combate às doenças cardiovasculares ganhou um novo impulso no país. Em agosto de 2026, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) avançou na implementação da iniciativa HEARTS no Brasil, com foco no fortalecimento da atenção primária à saúde e na gestão do risco cardiovascular.
Entre os dias 10 e 11 de agosto, a OPAS realizou visitas técnicas em São Paulo e no Rio de Janeiro. A agenda reuniu instituições e parceiros estratégicos para ampliar a implementação do HEARTS e fortalecer o cuidado das doenças crônicas não transmissíveis no país.
Mas, afinal, o que é a iniciativa HEARTS e o que seu avanço representa para profissionais, unidades de saúde e gestores? Entenda a seguir.
O que é a iniciativa HEARTS?
A iniciativa HEARTS no Brasil faz parte de uma estratégia internacional liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), voltada à prevenção e ao controle das doenças cardiovasculares.
Além disso, a OMS disponibiliza o HEARTS Technical Package, um conjunto de orientações para fortalecer o manejo das doenças cardiovasculares na atenção primária à saúde.
O objetivo é incorporar boas práticas para prevenção e controle das doenças cardiovasculares aos serviços de saúde, principalmente na atenção primária.
Vale destacar que o HEARTS não é uma lei nem cria uma nova obrigação para clínicas ou hospitais. Trata-se de uma iniciativa que busca integrar, de forma progressiva, práticas baseadas em evidências aos sistemas de saúde.
O avanço da iniciativa HEARTS no Brasil reforça uma transformação importante no cuidado cardiovascular: atuar sobre os fatores de risco antes que eles resultem em eventos mais graves.
Por que a atenção primária está no centro da estratégia?
A lógica do HEARTS é atuar onde grande parte dos pacientes tem o primeiro contato com o sistema de saúde: a atenção primária.
Nesse nível de atendimento, os profissionais conseguem identificar fatores de risco, acompanhar pacientes ao longo do tempo e atuar antes que determinadas condições evoluam para complicações mais graves.
Por isso, o controle da hipertensão arterial ocupa uma posição importante na estratégia. Segundo o Ministério da Saúde, a pressão alta está entre os principais fatores de risco para problemas como acidente vascular cerebral, infarto e insuficiência cardíaca.
Além disso, o HEARTS fortalece a prevenção secundária e a gestão integrada do risco cardiovascular.
A estratégia busca ampliar e fortalecer a gestão do risco cardiovascular na atenção primária, utilizando protocolos padronizados, acompanhamento dos pacientes e práticas baseadas em evidências.
A pressão arterial como ponto-chave do HEARTS
Identificar corretamente o risco cardiovascular depende de informações clínicas confiáveis. Nesse contexto, a medição precisa da pressão arterial tem papel fundamental na prevenção e no acompanhamento das doenças cardiovasculares.
Uma aferição inadequada pode interferir na identificação da hipertensão e, consequentemente, nas decisões clínicas tomadas a partir daquele resultado.
Por isso, além de protocolos padronizados, os serviços de saúde precisam contar com processos adequados e tecnologias que contribuam para obter informações confiáveis durante o atendimento.
Na rotina da atenção primária, outros sinais vitais também podem complementar a avaliação do paciente, especialmente durante triagens e avaliações clínicas.
Entre eles estão:
- pressão arterial não invasiva (PNI);
- saturação periférica de oxigênio (SpO₂);
- temperatura;
- frequência cardíaca.
Para aprofundar o tema, veja também como funciona a monitorização cardíaca e conheça as diferenças entre um monitor multiparâmetro pré-configurado e modular.
O que o avanço do HEARTS Brasil significa na prática?
O avanço do HEARTS Brasil reforça uma transformação importante no cuidado cardiovascular: atuar sobre os fatores de risco antes que eles resultem em eventos mais graves.
Para gestores e profissionais da atenção primária, isso significa fortalecer protocolos, capacitar equipes, acompanhar indicadores e garantir condições adequadas para avaliar os pacientes.
Além disso, tecnologias apropriadas podem contribuir para tornar a rotina de triagem e acompanhamento mais ágil e padronizada.
Dessa forma, a combinação entre protocolos baseados em evidências, profissionais capacitados e tecnologias adequadas ajuda a transformar as diretrizes de prevenção cardiovascular em ações concretas no atendimento.
Sua unidade está preparada para esse cenário?
Com o fortalecimento da prevenção cardiovascular na atenção primária, medir e acompanhar sinais vitais de forma ágil e confiável ganha ainda mais importância na rotina assistencial.
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