Ventilador Pulmonar Avançado para CTI – Como escolher e comparar

 

O Ventilador Pulmonar é um equipamento médico de suporte a vida de extrema importância e complexidade, principalmente quando se trata dos modelos avançados, que são aqueles utilizados em Centros de Tratamento Intensivo (CTIs e UTIs).

Eles são imprescindíveis para a manutenção da vida de pacientes que estejam sedados ou impossibilitados de respirar, para aqueles que estejam em quadros de insuficiência respiratória, e também para auxiliar na recuperação de inúmeros problemas respiratórios. E em momentos como a pandemia do Covid-19, em que o Brasil e o mundo tomou mais conhecimento da importância desse tipo de equipamento, é importante que tenhamos consciência de que não é qualquer tipo de ventilador que atende com eficácia o tratamento de pacientes dentro de um centro de cuidado intensivo.

Existem diversos modelos de ventiladores pulmonares no mercado, alguns servem para transporte, para fisioterapia, para remoções emergenciais, entre outras funcionalidades. Você pode conferir alguns modelos de ventiladores para diferentes tipos de uso aqui esse artigo exclusivo sobre como escolher um ventilador pulmonar para cada tipo de ambiente. E isso é de extrema importância, pois um ventilador de transporte por exemplo, não é o ideal para o tratamento avançado e recuperação do paciente, entre outras questões importantes.

Aproveite conheça nesse conteúdo sobre quais as diferenças entre Ventilador Pulmonar para transporte e para CTI.

Mas nesse artigo especificamente, vamos falar sobre como escolher o melhor modelo de Ventilador Pulmonar para CTI.

O que é essencial em um Ventilador Avançado?

Respiradores avançados são aqueles modelos com diferentes opções de ventilação e que estão aptos a atender diversas situações e níveis de gravidade dos casos, podendo atender desde paradas cardíacas, traumas, insuficiências graves, entre outros e também auxiliam no pós-operatório e recuperação da capacidade respiratória do paciente, por exemplo através de modos com suporte de pressão para respiração espontânea por exemplo.

1 – Registro na ANVISA

Esses ventiladores são equipamentos médicos de alta complexidade e são regulamentados pela ANVISA, confira sempre se o modelo possui o devido registro.

2 – Atendimento a diferentes tipos de ventilação e de pacientes

É importante conferir se o ventilador atende Ventilação mecânica invasiva (VI) e Ventilação mecânica não invasiva (VNI).
Além disso, verifique se ele atende pacientes adulto e infantil, se acompanha os 2 circuitos (adulto e infantil) e a partir de quantos quilos ele é capaz de ventilar o paciente infantil. Por exemplo, existem modelos que atendem pacientes infantis que ventilam pacientes a partir de 5 quilos, outros somente conseguem prestar atendimento a partir de 8 quilos ou mais.

3 – Capacidade de ventilar a volume e pressão através de duplo controle.

Existem modelos que fazem controle da entrada e saída de ar do pulmão do paciente pelo princípio do volume, e outros que o fazem pelo principio da pressão. E existem modelos que operam pelos dois tipos de controle e são capazes de fazer o duplo controle (pressão e volume simultaneamente) em modos de ventilação avançado. Prefira os modelos que oferecem essa possibilidade.

4 – Modos Avançados de ventilação

Os modos de ventilação são as diferentes formas de controle da inspiração e expiração do paciente que podem se dar por uma ou mais variáveis (fluxo, pressão) e de diferentes maneiras: espontâneo, controlado, assistido ou não assistido, entre outras variações. Para o tratamento intensivo, deve-se optar por ventiladores pulmonares que incluam modos avançados como por exemplo os:

Modos Avançados de Ventilação

  • PRVC – Modo de ventilação com pressão regulada e volume;
  • IPPV – Modo de ventilação com pressão positiva;

E além dos modos avançados, é claro que os outros modos tradicionais também devem estar disponíveis, entre eles podemos citar que é importante ter, no mínimo:

Modos de Ventilação Não Invasiva (VNI)

  • CPAP – ventilação com pressão positiva contínua nas vias aéreas;
  • APRV – ventilação com alívio de pressão nas vias aéreas.

Modos de Ventilação Invasiva (VI)

  • AC-VCV – Ventilação assisto-controlado por volume controlado;
  • AC-PCV – Ventilação assisto-controlado por pressão controlada;
  • V-SIMV – Ventilação mandatória intermitente sincronizada com volume controlado;
  • P-SIMV – Ventilação mandatória intermitente sincronizada com pressão controlada;
  • PSV – Ventilação com pressão de suporte;

5 – Itens de segurança

Além de todos os recursos avançados, é imprescindível que o equipamento seja simples de operar, possua uma interface intuitiva e segura e seja equipado com alguns itens de segurança tais como:

MODO DE VENTILAÇÃO DE BACKUP

Item de extrema importância, a ventilação de backup deve estar disponível e ser automaticamente ativada em caso de apneia. Além disso, ela deve estar disponível para acionamento através de tecla de acesso rápido em todas as modalidades ventilatórias e também permitir que seja personalizada para tipo de paciente (adulto e infantil) e permitir os seguintes tipos de controle:

  • Volume Assistido/Controlado
  • Pressão Assistida/Controlada

A ventilação de backup é de extrema importância para segurança em caso de apneia e para estar como opção rápida em situações de admissão de emergência de um paciente, por exemplo.  E é relevante que não seja possível desabilitar tal função nas ventilações invasivas em modos espontâneos, por questões de reforço de segurança.

BATERIAS RECARREGÁVEIS DE LONGA DURAÇÃO

esse item é importante porque, apesar de ser utilizado em local que possui energia elétrica e operar sempre conectado à energia, o ventilador pulmonar deve possuir baterias internas recarregáveis para serem automaticamente acionadas por exemplo em uma situação de transporte emergencial ou perda no fornecimento de energia local. É interessante que seja mais de uma bateria, pela redundância no backup, e que garantam bom tempo de funcionamento. Existem modelos com autonomia de até 9 horas de trabalho fora da rede elétrica, prefira esses com mais horas. E se puderem ser facilmente removidas pelo operador, sem a necessidade de ferramentas, é um grande diferencial.

AVANÇADO SISTEMA DE ALARMES

Os alarmes de segurança devem ser facilmente configuráveis através de teclas de acesso rápido, tanto no momento da configuração do modo de ventilação, quanto a qualquer momento durante o atendimento para melhor ajuste. Confira se além dos alarmes sonoros e luzes piscantes, também verifique se há um painel de avisos de led que já oriente o usuário e mensagens de texto exibidas na tela para auxiliar ainda mais no atendimento e segurança.

AUTOTESTE NA INICIALIZAÇÃO

O Ventilador deve realizar o autoteste sempre ao iniciar, com exibição de tela de diagnóstico na sequência para que o usuário confira que está tudo em perfeito funcionamento ou possa ver qual item não passou no teste de segurança. E o autoteste também deve estar disponível via botão de acesso rápido;  

VÁLVULA DE SEGURANÇA ANTI-ASFIXIA

Esse item permite que o paciente inspire o ar ambiente para dentro do circuito em caso de perda do fornecimento de pressão do gás, isso é muito importante.

SEGURANÇA E REDUNDÂNCIA DE BACKUP

Confira se o equipamento possui um backup interno, capaz de monitorar e controlar o sistema principal. Esse sistema é responsável por acionar alarmes sonoros em caso de identificação de qualquer falha ou intercorrência adversa durante o atendimento.

REDUNDÂNCIA NO PROCESSAMENTO

Verifique também se o sistema eletrônico e computacional possui por exemplo redundância nos processadores que garante o perfeito funcionamento através de backup com dupla segurança.

BLOQUEIO DE TECLAS

Verifique se existem atalho ou botão de acesso rápido para o sistema de bloqueio de teclas, para evitar desconfigurações acidentais.

 6 – Blender interno e controles eletrônicos

É relevante que o ventilador possua entradas de ar comprimido e oxigênio de alta pressão com conexão padrão DISS, com o blender (misturador interno com ajuste eletrônico) para garantir uma ventilação com mais conforto e eficácia para pacientes críticos e graves ao fazer o ajuste eletrônico da fração de 02. Além disso, o sistema pneumático deve contemplar reguladores de pressão, válvulas e solenoides controladas eletronicamente por processadores de alta capacidade e precisão.

Quais os diferenciais importantes de serem observados?

1 – Visualização e personalização das curvas e informações no display

A visualização mais completa deve permitir tanto em formas de onda quanto em LOOPS. As formas de onda devem mostrar pressão, volume e fluxo, com o diferencial das 3 curvas ao mesmo tempo e com cores distintas e de preferência com a visualização das informações numéricas também ao lado. Além disso, deve ser possível selecionar diferentes formas de visualização das ondas: Quadrada, Desacelerada (50% e 100%), Senoidal e Acelerada.
E as formas de Loops devem mostrar uma das variáveis plotada em relação a uma segunda.

2 – Usabilidade e facilidades no manuseio

Além da tela com display de alta resolução em um tamanho que permita boa visualização (pelo menos 10’’), um grande diferencial é permitir o manuseio mais intuitivo pelo touchscreen, além das opções de operação via teclas de acesso rápido e painel multifunção também.  Verifique também se existe um seletor rotativo para seleção e ajuste rápido de valores.

3 – Design e portabilidade

Apesar de ser um item para ambiente hospitalar, é um grande diferencial se o ventilador pulmonar for versátil, portátil e leve. Os modelos do mercado com tela em tamanho ideal (mínimo de 10”) variam em peso, de 6 a 14 quilos. E existem modelos que são fixos aos pedestais de rodízio e outros que são facilmente removíveis. Prefira os modelos que não são fixos ao pedestal. As opções que possuem o pedestal acoplado não permitem mobilidade, atrapalham na movimentação e disposição dentro do CTI ou junto ao leito e não permitem manuseios rápidos e adaptações para ações médicas. Prefira os modelos que trazem o pedestal de rodízio como opcional e que o ventilador funciona e é operado independente do carrinho. Outro diferencial de usabilidade e transporte é a alça integrada ao equipamento que deve estar presente.

4 – Funções e configurações relevantes:

Confira as mais relevantes funções que trazem uma melhor performance e usabilidade ao ventilador:

  • Opções de configurar diferentes formas de visualização das ondas, como por exemplo: Quadrada, ascendente (ou acelerada) e desacelerada (ou descendente).
  • Função congelar gráficos (preferencialmente via touchscreen) e com grades que facilitam a interpretação.
  • Espera (Stand by) em um botão de acesso rápido que interrompe a ventilação e mantém o ventilador em espera sem alterar da programação do modo em andamento.
  • Exibição de Gráfico de tendências das últimas 24 horas do paciente.
  • Botão Silenciar – verifique se possui acesso rápido para a inibição temporária dos alarmes
  • Acesso rápido para VENTILAÇÃO MANUAL que realiza uma manobra de ventilação a cada acionamento do botão.

5 – Sensores posicionados internamente

Ventiladores Pulmonares avançados possuem sensores de pressão, fluxo e oxigênio, e o ideal é que eles estejam posicionados internamente, separadamente dos circuitos. Com isso, garante-se um MELHOR CUSTO BENEFÍCIO E MAIOR DURABILIDADE dos componentes, afinal eles não passarão por processos de autoclave por exemplo, o que poderia desgastá-los e levar e substituições e manutenções mais recorrentes.

Quais as características técnicas que você deve conferir em um Ventilador Pulmonar Avançado?

Além de todos os itens listados nesse levantamento completo, você deve conferir também quais as faixas de controle disponíveis nos parâmetros do Ventilador. Confira se ele permite a configuração de uma faixa que atenda a diversos casos, níveis de gravidade e perfil de paciente. Com base em estudos, como por exemplo o Fundamentals of Mechanical Ventilation de Robert L. Chatburn, e outros que levantam os limites mínimos de frequências respiratórias e outros parâmetros que um ventilador pulmonar deve atender, deixamos aqui uma tabela com alguns exemplos de parâmetros e suas respectivas faixas de controle mínimas que recomendamos:

PARÂMETROFAIXA DE CONTROLE RECOMENDADA
Volume Corrente10 a 2.200ml
Pressão Inspiratóriaaté 80cmH2O
Pressão de Suporteaté 60cmH2O
PEEP0a 50cmH2O
Fluxo Respiratório1 a 100 l/min
Frequência Respiratória1 a 99 rpm
Tempo inspiratório-9.9a-0.1 cmH2O
Sensibilidade p/ disparo por pressão1 a 10 l/min
Sensibilidade p/ disparo por fluxo21 a 100 %
Fração inspirada de O2 (FiO2)de 1:99 e
Relação I:Einvertida de 3:1
Volume Minuto1 a 100 l/min
Volume Tidal10 a 2200 ml
Pressão inspirada sobre PEEP1 a 80 cmH2O
Pressão Suporte sobre PEEP1 a 60 cmH2O
Tempo de Apneia0 a 60s
Pressão da Via Aérea: Pico1 a 80 cm H2O
Tempo Inspiratório0.1 a 11.25s

Então, como escolher o melhor modelo?

Tendo em visto tudo que você aprendeu nesse artigo, você deve, além de avaliar todos os parâmetros apresentados e comparar os modelos disponíveis, e sabendo que não é somente o preço ou questões de facilidades comerciais que importam nesse momento, e sim questões tecnológicas e de confiabilidade. Afinal os hospitais e centros de cuidado avançado para pacientes graves precisam ter os melhores equipamentos disponíveis para reduzir o estresse e garantir a manutenção da vida e recuperação dos pacientes.

Portanto procure sempre por ventiladores que atendam todos os requisitos aqui levantados, que garantam segurança e confiança, e sejam de um fabricante sólido e com tecnologia de ponta e tradição no mercado de equipamentos médicos.

Ventilador Pulmonar 3 curvas na tela

Dentre as opções de Ventiladores Pulmonares avançados disponíveis no mercado que atendem esses requisitos para o uso em CTIs e UTIs, você encontra o ventilador RUAH, da Cmos Drake. Fale com um dos consultores CMOS DRAKE e descubra todos os detalhes, segurança e confiabilidade que o ventilador RUAH pode te oferecer.

Vale sempre lembrar que Ventilador Pulmonar Ruah é um dispositivo médico restrito, destinado ao uso por pessoal qualificado e treinado sob a orientação de um médico.

A manipulação desse tipo de equipamento deve ser realizada por pessoas capacitadas por meio de treinamento específico em ventilação mecânica sob supervisão de um médico.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar para o Blog