Afinal, você sabe como acontece a desfibrilação no coração?

A fibrilação cardíaca é uma condição de saúde e é um tipo de arritmia cardíaca. Quem sofre de fibrilação tem o ritmo de batimento cardíaco mais irregular e acelerado. Essa condição precisa ser tratada e acompanhada por um médico assim que for diagnosticada. Em casos mais graves e repentinas, como fibrilação ventricular, é preciso realizar a desfibrilação no coração. Apesar de serem casos de mau súbito, é importante sabermos que, com o tratamento rápido e adequado, ainda é possível reverter essa situação.

A seguir, você vai conhecer melhor sobre a fibrilação atrial e ventricular, principalmente sobre a atrial, que é um dos casos de arritmia mais comuns, como tratá-la e quando é preciso realizar uma desfibrilação no coração e quais equipamentos são usados para isso. Acompanhe!

Fibrilação atrial: o que é

Como você já sabe, a fibrilação atrial é um dos tipos mais comuns de arritmia cardíaca. Isso acontece quando os impulsos elétricos dados pelo coração batem aceleradamente, fazendo com que o coração dispare em alguns momentos. Então, os átrios, que são a parte de cima do coração, acabam não se contraindo da maneira correta e têm uma espécie de tremor. Então, o número de batidas por minuto pode dobrar nessas situações. Para esse tipo de fibrilação, o tratamento é feito através da cardioversão, que pode ser emergencial ou não, podendo também ser um procedimento agendado.

Causas

Nem sempre é possível diagnosticar uma causa para a fibrilação atrial. É comum que essa condição venha de nascença ou até que apareça depois de o paciente apresentar um problema cardíaco, como um infarto ou danos em válvulas do coração. 

Entretanto, pessoas que nunca apresentaram problemas cardíacos também podem desenvolver fibrilação atrial. Por isso, é importante manter os exames em dia e ir ao médico sempre que sentir necessidade.

Sintomas

Como a fibrilação atrial faz com que o coração não bata de forma fluida, pode ser que o sangue não seja bombeado da maneira certa para o restante do corpo, já que não tem força o suficiente e nem ritmo. Muitas pessoas, porém, descobrem essa condição em exames de rotina, já que os sintomas podem não aparecer já em um primeiro momento.

Por outro lado, outros pacientes já relatam palpitações, cansaço mais rápido ao se exercitar, tontura, confusão mental, fraqueza, vertigem, desmaios, dores no peito e falta de ar.

Caso você tenha qualquer um desses sintomas, principalmente se suas palpitações forem frequentes, procure um médico urgentemente, para realizar alguns exames específicos. Caso esses sintomas venham acompanhados de dores no peito, a situação é mais urgente, e é preciso procurar atendimento médico de emergência, como um pronto socorro ou até ligar para que uma Unidade de Atendimento Móvel venha até você.

Quais são os fatores de risco da fibrilação atrial

Apesar de não ter causa definida, alguns fatores da condição de vida do paciente podem influenciar para o aparecimento da fibrilação atrial. Entre eles, está a idade: quanto mais velho, o risco também é maior para desenvolver a fibrilação.

Outro fator de risco é a pessoa já ter desenvolvido uma doença cardíaca. Problemas de cardiopatia congênita, deficiência nas válvulas do coração, doença coronariana, insuficiência cardíaca ou qualquer histórico de doença do coração ou cirurgia na região também são fatores de risco para desenvolver a fibrilação atrial.

Pessoas hipertensas e que não controlam a pressão também são pacientes de risco para o problema, assim como portadores de problemas na tireoide, insuficiência renal crônica, doença pulmonar, diabetes, síndrome metabólica e apneia do sono. 

Alguns hábitos não saudáveis também podem contribuir para o aparecimento da fibrilação, como obesidade e consumo excessivo de álcool.

Como prevenir

Hábitos saudáveis incluídos na rotina podem ser muito eficazes para a saúde do coração. Uma dieta equilibrada, com bom consumo de fibras e alimentos naturais combinadas com exercícios físicos podem ajudar a afastar os fatores de risco, como obesidade, diabetes, pressão alta, entre outros. Reduzir o consumo de álcool e o cigarro também são atitudes importantes para afastar o problema.

Porém, é importante lembrar que a fibrilação atrial pode ser um problema de origem genética. Portanto, a prevenção nesses casos é o acompanhamento para que ela não evolua para casos de ataques cardíacos. Para isso, é necessário manter consultas frequentes com seu médico e sempre realizar os exames.

Fibrilação ventricular: o que é

A fibrilação ventricular é outro tipo de arritmia grave onde não há sincronia entre as fibras musculares do coração e isso acontece porque os ventrículos se contraem rapidamente e de uma maneira muito fraca, em vez de se contraírem e relaxarem normalmente em um ritmo frequente.

Causas

A fibrilação ventricular costuma ser a causa de doenças cardíacas mais graves, ou de ordem circulatória. Dentre os problemas que podem causá-la, estão a hipertensão arterial, doença das válvulas ou do músculo, complicações hereditárias, entre outros.

Sintomas

A fibrilação ventricular pode ser antecipada por taquicardia ventricular, seguida de perda da consciência, parada cardíaca, falta de pulsações e pode levar até à morte se as providências não forem tomadas rapidamente.

Como tratar

A utilização de um DEA – Desfibrilador Externo Automático – usado com o RCP correto é o primeiro passo para salvar o paciente, se ele já não estiver hospitalizado. Depois, acontece a identificação de focos da arritmia e de procedimentos para estabilizá-la com o tratamento através de medicação e outros procedimentos médicos específicos que são realizados já dentro do hospital ou unidade de saúde.

Quando é preciso usar a desfibrilação no coração

Em casos que, infelizmente, a fibrilação não é controlada e os fatores de risco falam mais alto, pode acontecer algo mais grave, como um infarto. Nesses casos, é preciso agir rápido e usar um desfibrilador na tentativa de retomar as batidas normais do coração.

A desfibrilação no coração funciona da seguinte maneira: como os batimentos estão desajustados, os choques do equipamento visam dar uma descarga elétrica para que ele pare e retome seus batimentos no ritmo normal. Junto com as compressões torácicas (massagens cardíacas), o uso do desfibrilador é um socorro inicial que deve ser feito assim que identificados os sintomas de infarto no paciente.

Quanto mais rápido for o primeiro atendimento, maiores são as chances de o paciente sobreviver. E é importante lembrar que a desfibrilação no coração acompanhada das manobras cardíacas são um primeiro atendimento que deve ser feito antes mesmo da chegada da emergência. Mas antes de iniciar qualquer atendimento, o primeiro passo é sempre chamar a emergência através do 192 ou outro serviço de resgate.

Como a desfibrilação acontece

Em casos de mal súbito ou de emergência cardíaca, assim que são detectados os sinais de uma parada cardíaca, é preciso começar as manobras cardíacas e trazer o Desfibrilador Externo Automático DEA para que ele identifique a necessidade da desfibrilação no coração. Caso o paciente esteja em um local público ou em um clube ou academia, por exemplo, é muito provável que exista um desfibrilador no lugar; solicite que identifiquem e tragam o DEA mais próximo o quanto antes.. O desfibrilador do tipo automático, conhecido como DEA, possui comando de voz que, através da avaliação dos batimentos cardíacos do paciente, vai orientando a pessoa que está manipulando o equipamento sobre as ações que devem ser feitas  e quando deve ser disparado o choque. Ao medir os batimentos, o equipamento vai dizer se a desfibrilação é necessária (de acordo com o tipo de arritmia detectada) ou se é preciso fazer a massagem cardíaca e em quais momentos você interrompê-la para novas análises do paciente.

Ao dar o choque, o desfibrilador estimula o coração por meio de corrente elétrica, o que pode ajudar a reavivar os batimentos e, consequentemente, voltar ao ritmo normal.

A desfibrilação no coração é essencial para o primeiro atendimento do paciente e que sofre das arritmias conhecidas como fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventricular (TV), quando feita com um equipamento de qualidade e com tecnologia, pode ajudar ainda mais a pessoa que o está manipulando . Por isso, investir em um desfibrilador e em qualificar as pessoas que vão utilizá-lo são atitudes essenciais para garantir o bem-estar e que mais vidas possam ser salvas em caso de emergência.

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