Você sabia que a nutrição cardíaca pode ser uma aliada poderosa na prevenção de doenças do coração, especialmente para quem pratica atividades físicas? Neste episódio do CMOS Cast, recebemos o João Rodrigues, especialista em nutrição esportiva, para explicar como a alimentação adequada pode fortalecer o coração e reduzir riscos cardiovasculares, principalmente para quem se dedica ao esporte.
Entenda como os nutrientes certos podem melhorar o desempenho físico e, ao mesmo tempo, cuidar da saúde do seu coração! Não perca essa conversa valiosa e compartilhe com quem pratica atividade física ou deseja melhorar sua saúde cardiovascular.
Confira o vídeo com a entrevista completa. Confira abaixo um resumo com as informações e dicas principais:
Nutrição cardíaca e holística: como seus hábitos alimentares impactam sua vida
Você sabia que seus hábitos alimentares podem influenciar entre 20% e 30% nas chances de desenvolver um infarto ao longo da vida? Essa é apenas uma das muitas conexões entre nutrição e saúde cardiovascular abordadas neste conteúdo exclusivo com o nutricionista João Rodrigues, especialista em nutrição esportiva, metabolismo e fisiologia do exercício.
Além disso, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, até 80% dos casos de doenças cardíacas podem ser prevenidos com alimentação saudável e estilo de vida adequado.
O que é nutrição holística?
A nutrição holística é uma abordagem que considera o corpo de forma integral: emocional, fisiológica e metabólica. Mais do que “passar uma dieta”, ela propõe um acompanhamento completo, com follow-up constante, adaptação à realidade do paciente e integração com outras áreas da saúde, como psicologia e medicina.
Esse olhar 360º permite compreender que hábitos alimentares não devem ser apenas culturais ou impulsivos, mas sim planejados com base em evidências científicas e ajustados à individualidade de cada pessoa.
Nutrição Cardíaca: Alimentação e prevenção de doenças
A nutrição tem um papel preventivo essencial quando se trata de doenças cardiovasculares, que estão entre as mais prevalentes desde o século XX até os dias atuais. Ao contrário da medicina tradicional, que geralmente atua de forma reabilitadora após um evento, a nutrição esportiva atua na prevenção e no preparo do corpo para evitar que esses eventos aconteçam.
Segundo João Rodrigues, um dos caminhos é o controle de lipoproteínas no sangue, como LDL e HDL. Popularmente chamados de colesterol “ruim” e “bom”, essas frações devem estar equilibradas, pois seu descontrole pode levar à formação de placas que obstruem os vasos sanguíneos, resultando em infartos e AVCs.
O impacto das gorduras na saúde do coração
O excesso de gordura saturada, especialmente de origem animal, é um dos grandes vilões para a saúde cardíaca. Esse tipo de gordura estimula a produção de citocinas pró-inflamatórias, favorecendo a aterosclerose (formação de placas nas artérias). Entre os principais alimentos que merecem atenção estão:
- Carnes com gordura visível
- Alimentos industrializados com gordura trans (como biscoitos, sorvetes e macarrão instantâneo)
- Produtos ultraprocessados em geral
A dica aqui é o equilíbrio. Não existe alimento totalmente bom ou ruim, e sim a dose, o contexto e a frequência com que ele é consumido.
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Açúcar: outro fator de risco cardiovascular
Muito além da estética e do diabetes, o consumo excessivo de açúcar pode afetar diretamente a saúde cardiovascular. Isso ocorre porque o açúcar em excesso contribui para quadros de inflamação e síndrome metabólica, que estão diretamente ligados a problemas cardíacos.
Contudo, é importante lembrar que, para atletas, o açúcar é uma fonte essencial de energia. O problema ocorre quando há consumo sem gasto correspondente — o famoso “consumir sem queimar”.
Adoçantes são seguros?
Uma dúvida frequente é sobre o uso de adoçantes artificiais como alternativa ao açúcar. Segundo João, todos os adoçantes liberados pela ANVISA são seguros quando consumidos dentro das quantidades recomendadas (como 2 a 3 gotas por 100 ml).
Os estudos que associam adoçantes ao câncer geralmente são realizados em doses altíssimas e em modelos animais, sem aplicação direta ao ser humano.
Cafeína: aliada ou vilã?
Assim como o açúcar, a cafeína possui efeitos benéficos e maléficos dependendo da dose e do perfil do consumidor. A recomendação ideal fica entre 3 a 9 mg por quilo de peso corporal, sendo o meio-termo (6 mg/kg) o mais eficiente. O excesso de cafeína, no entanto, pode levar ao aumento da pressão arterial e risco cardiovascular, especialmente em indivíduos sensíveis.
Conclusão: prevenção é o melhor caminho
Cuidar do coração vai muito além de exames de rotina ou equipamentos de emergência. A verdadeira prevenção começa no dia a dia: equilíbrio alimentar, redução de gorduras saturadas e açúcar, uso consciente da cafeína e acompanhamento com profissionais especializados.
A nutrição holística se apresenta como um caminho poderoso e eficaz para quem deseja viver com mais qualidade, energia e longe das doenças cardiovasculares. E lembre-se: cada organismo é único e merece atenção individualizada.