Como comprar um desfibrilador? Tire todas as suas dúvidas!

No início dos estudos anatômicos, o coração era considerado o órgão mais importante do corpo humano. Porém, mais tarde, a vitalidade do cérebro foi reconhecida, principalmente por ser o único intransplantável.

Mais do que um ranking de importância, o que vale ressaltar é que cada célula e cada órgão trabalham em conjunto e estão conectados para nos garantir a vida.

A função do coração é bombear o sangue que flui nas veias sob a camada de pele que as abrigamos. No primeiro “tum”, o coração contrai para distribuir o sangue. No segundo “tum”, relaxa para receber o sangue e, assim ele trabalha, batendo de 60 a 100 vezes por minuto.

O que acontece é que quando o músculo do coração não consegue contrair, impede a circulação do sangue e do oxigênio às outras partes do corpo e, assim, a atividade cardíaca é cessada subitamente. Todos os órgãos sofrem com esta parada e também param de funcionar, podendo levar o paciente a óbito em questão de poucos minutos.

Por isso, o desfibrilador é essencial para trazer este órgão de volta à vida. Através dos eletrodos contidos nele, são liberados choques elétricos a fim de estabelecer a atividade das células responsáveis pelo funcionamento do coração.

Por que é importante ter um desfibrilador em diversos ambientes?

De acordo com os dados do Portal da Transparência, criado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais e em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 1mil pessoas morrem por dia vítimas de problemas cardíacos no Brasil. Por exemplo, somente entre os dias 16 de março a 31 de maio de 2019, 14.938 pessoas faleceram por parada cardiorrespiratória e choque cardiogênico no Brasil.

É muito comum a parada cardíaca acometer pessoas que já têm:

  • Problemas cardíacos;
  • Doenças pulmonares;
  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Colesterol alto;
  • E até mesmo pessoas sedentárias.
  • Além disso, ela também pode acontecer por complicações cirúrgicas, como uma resposta do próprio corpo.

Em uma parada cardíaca, a rapidez é a primeira habilidade que se deve ter. Se o paciente for socorrido em 4 minutos, sua chance de sobreviver é de 30% e, quando passa de 7 minutos, sua chance pode cair para menos de 2%.

Outro dado alarmante é que, de todas essas mortes, aproximadamente 200 mil ocorrem por morte súbita oriunda de arritmias cardíacas fora dos hospitais. Isso acontece por causa da falta de atendimento adequado em tempo hábil.

Por isso, o desfibrilador foi reconhecido juridicamente como uma necessidade próxima aos cidadãos. A Lei nº 15.778 de 2005 obriga a presença do equipamento em locais de aglomeração e também permite sua existência em condomínios, a fim de diminuir estas mortes por falta de amparo.

Agora que você sabe da importância do desfibrilador, veja, abaixo, alguns tópicos para te ajudar na compra deste aparelho.

1- Quem pode comprar um desfibrilador?

Como dito acima, desde que sua importância foi reconhecida por lei, qualquer pessoa física ou jurídica, através de um CPF ou CNPJ pode adquirir um desfibrilador.

Apesar de ser uma ferramenta de suma improtância e que pode salvar muitas vidas, trata-se de uma compra simples, como qualquer outra, sem necessitar ser um profissional da saúde para esta obtenção. Não existe burocracia. O único cuidado que se deve ter é a escolha da melhor marca e a que apresenta opcionais importantes.

Como já foi citado também, este aparelho pode ser utilizado em lugares de aglomerações ou de convívio em massa, como por exemplo no caso dos condomínios. Porém, ele é obrigatório em lugares de maior circulação, como em eventos, shoppings, aeroportoes, etc.

Mas é recomendável e aconselhaável que esteja em todos os lugares, como grandes empresas, em indústrias, academias e lugares esportivos, shoppings e afins.

Já que qualquer pessoa pode ter, ele é de fácil uso, certo? Veja abaixo como ele funciona e quais são seus tipos.

2 – Quem pode manuseá-lo?

O desfibrilador, do tipo DEA – Desfibrilador Externo Automático – é autoexplicativo e emite comandos auditivos e visuais para quem o está manuseando. O DEA é seguro e inteligente e orienta o socorrista em todos os passos do atendimento. Portanto, uma pessoa leiga, pode ser treinada  em um rápido treinamento para estar apta a manuseá-lo. Ou seja, não é preciso ser profissional da saúde.

Confira aqui artigo completo explicando sobre quem pode manusear o DEA

Afinal, após posicionar os eletrodos no peito do paciente, o DEA é capaz de analisar a atividade elétrica do coração e transmitir as informações na tela com os batimentos cardíacos. Ao realizar esta leitura, o desfibrilador identifica a causa da desordem, decide e orienta, por voz e texto, se é necessário ou não o choque desfibrilatório no paciente, que ocorre por meio do acionamento do botão de tratamento.

Caso não seja necessária a aplicação do choque, o DEA não libera a voltagem (mesmo que o botão seja pressionado acidentalmente). E nos casos positivos, ele sabe e já configura qual carga aplicar. Por esse motivo, é um aparelho intuitivo e seguro para que qualquer pessoa possa ser treinada para manuseá-lo.

3 – Fique atento, existem outros tipos de desfibriladores.

Além do DEA, que é o modelo automático e que pode ser utilizado em todos locais, também existem outros modelos de desfibrilador cujo uso já é restrito a médicos e especialistas da saúde e se destina a ambientes de resgate e intra-hospitalar.

Portanto, é importante sabem que existem 4 tipos de desfibrilador. São Eles:

  • Desfibrilador Externo Automático (DEA)

como explicado acima o seu funcionamento, fornece o choque elétrico do peito para o coração. Por ser automático, determina se será necessário ou não a aplicação do choque e sua voltagem;

  • Desfibrilador Manual

Este tipo de desfibrilador requer treinamento. Pois, é o profissional que determina o momento e a carga do choque elétrico a ser aplicado no peito. Por isso, é mais comum nos hospitais e ambulâncias, um exemplo é o Defibrilador Bifásico VIVER;

  • Cardioversor

Esse modelo é um desfibrilador manual em conjunto com um monitor de sinais vitais. Além de aplicas a desfibrilação, ele também aplica a cardioversão e também monitora outros sinais do paciente. Sua operação e configuração também é realizada manualmente e deve ser utilizado somente por médicos especialistas. Um exemplo é o Cardioversor Bifásico VIVO;

  • Desfibrilador Implatável

Também conhecido como cardiodesfibrilador implantável (CDI), ele age como se fosse um marcapasso, é interno e monitora o tempo inteiro a atividade cardíaca. Quando uma anormalidade é detectada, ele determina de forma automática a carga elétrica a ser descarregada para normalizar a função cardíaca.

4 – Escolha a tecnologia mais atual e menos agressiva.

Além disso, diante das atualizações tecnológicas, os desfibriladores se dividem em monofásicos e bifásicos.

Em relação ao primeiro citado, 59% dos quadros são revertidos já no primeiro choque. Porém, requer uma energia maior de joules (360) e, por isso, está mais propenso a queimaduras e também aos danos cerebrovasculares.

Já no caso dos bifásicos, sua eficiência de reversão no primeiro choque é de 96%, utiliza cerca de 150 a 200 joules. Portanto, causa menos queimadura e por ser mais sutil, a probabilidade de danos cerebrovasculares é menor.

Outro ponto positivo, é que após o uso dos desfibriladores bifásicos, menos tempo é requerido para o paciente estabelecer sua atividade cardíaca.

Confira todos os detalhes e diferenciais entre os tipos de onda Bifásica e Monofásica

5- Verifique opcionais, custo-benefício e possibilidade de upgrade.

Para escolher e comprar um Desfibrilador, você também deve observar sobre os itens adicionais e diferenciais que pode adicionar, como por exemplo:

  • Oximetria de Pulso;
  • Modo médico (possibilidade de um médico também poder trasnformar o DEA em um desfibrilador manual;
  • Feedback de RCP (entenda como essa tecnologia no seu DEA pode ajudar a salvar muito mais vidas)
  • Eletrodos adesivos descartáveis adicionais (verifique também sempre o custo e facilidade de reposição);
  • E o que mais puder agregar para o seu atendimento.

6 – Onde comprar?

Lembre-se que por se tratar de um equipamento destinado a salvar vidas, você deve fazer uma escolha prezando pela segurança, tecnologia e custo-benefício. Portanto, antes que você toma qualquer decisão, confira esse e-book com todas as dicas e um checklist com tudo que você deve conferir antes de comprar um DEA.

Ebook comprar DEABaixe agora o guia Tudo o que você deve considerar na hora de comprar um DEA e se prepare para adquirir o equipamento correto para salvar vidas em caso de intercorrências cardíacas.

Nós da CMOS DRAKE, somos pioneiros em desfibriladores na América Latina e temos o intuito de tornar este aparelho acessível à população.

Gostaria de conhecer nossos aparelhos ou tirar alguma dúvida que ficou pendente? Entre em contato com um dos nossos especialistas.

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