Cardioversor: para quais ambientes ele é indicado e quem pode manusear

De acordo com a Sociedade Brasileira, as terapias elétricas são essenciais no tratamento de arritmias cardíacas, e fazem toda a diferença em situações de emergência. De forma geral, esses aparelhos são chamados de cardioversores ou desfibriladores. No entanto, há uma pequena diferença técnica entre eles.

A seguir, entenda para que serve o cardioversor e quais as suas principais diferenças com o desfibrilador. Descubra também para quais ambientes ele é indicado e quem pode manuseá-lo. Confira conosco!

Quais as diferenças entre o cardioversor e o desfibrilador?

Quando se fala nesses aparelhos, é fundamental entender a sua ligação com as arritmias cardíacas. Os dois equipamentos são utilizados para corrigir problemas nas batidas do coração quando o mesmo está pulsando de forma acelerada ou em um ritmo irregular.

Existem muitos tipos de arritmia; algumas, mais leves, costumam ser tratadas em casa, com medicamentos. Porém, existem arritmias mais críticas que não podem ser revertidas espontaneamente. Nesses casos, é preciso intervir com um tratamento elétrico. Aí é que entram os desfibriladores e cardioversores.

Basicamente, eles têm a mesma função, que é voltar os batimentos cardíacos ao normal por meio de correntes elétricas. No entanto, há diferença no uso principal e em qual o tipo de corrente que circula pelo aparelho. No caso do desfibrilador, é feito o uso de uma corrente não sincronizada. Geralmente, ele é utilizado em casos de emergência, onde a arritmia, ou mesmo a parada cardíaca, pode levar à morte.

Em geral, é fácil de confundir os dois aparelhos, até mesmo porque o cardioversor não deixa de ser uma espécie de desfibrilador. Existe até mesmo um modelo, conhecido como cardioversor desfibrilador, que junta as funcionalidades de ambos os aparelhos.

Essas são as principais diferenças entre os dois aparelhos, mas existem outras. Posteriormente, falaremos um pouco mais sobre a função principal do cardioversor, dentre outras curiosidades.

Qual a função do cardioversor?

O cardioversor funciona com a aplicação de um choque elétrico de maneira sincronizada sobre o coração. Em outras palavras, sua função principal é monitorar os batimentos cardíacos e a oxigenação do sangue, além de restaurar o impulso do coração de uma forma ordenada. O aparelho deve estar preparado para receber a frequência cardíaca e aplicar essa carga simultaneamente.

Seu uso, geralmente, está relacionado ao tratamento de todos os tipos de arritmias, seja em casos emergenciais ou não. Além disso, o equipamento também pode ser utilizado durante monitoramento de cirurgias e tratamento clínico de diversos problemas cardíacos.

Outra recomendação importante em relação ao uso do cardioversor é que ele seja feito com o paciente anestesiado ou sob sedação. Isso porque, como ele funciona despolarizando todas as fibras cardíacas ao mesmo tempo, pode ser bem doloroso e causar muito desconforto. Por isso, é um aparelho muito mais complexo e que exige muito mais suporte do que o desfibrilador.

Porém, ele é muito mais eficaz no que diz respeito a um tratamento de longo prazo. De fato, quando aliado a remédios de controle, ele pode oferecer uma recuperação de 100% nos mais diversos distúrbios. Isso em razão de efetivamente repara o funcionamento correto do coração, ao contrário do desfibrilador, que funciona quase como um “botão de reiniciar”.

Em quais ambientes é recomendado o uso do cardioversor?

Como já explicamos anteriormente, o cardioversor é um aparelho de alta complexidade. Para que ele efetivamente repare o funcionamento do coração, é preciso que o aparelho saiba qual a frequência em que ele está atuando, para poder sincronizá-la. E isso depende, efetivamente, dos dados que aparecem no monitoramento de eletrocardiograma.

Aliando isso ao fato de que a recomendação é utilizar esse aparelho apenas com o paciente anestesiado ou sob sedação, demonstra que o principal uso dos cardioversores é dentro do ambiente clínico/hospitalar. Nesses locais ele pode ser encontrado nos mais diversos setores e áreas.

Todo centro cirúrgico deve ter um cardioversor, para deixar o paciente protegido, caso haja algum tipo de problema. Além disso, é fundamental contar com esses aparelhos em UTIs e CTIs, para auxiliar em casos de urgência.

Falando nisso, é importante esclarecer que o aparelho pode também ser utilizado em unidades móveis. Para atendimentos residenciais, é melhor utilizar o desfibrilador em si.

Quem pode manusear o cardioversor?

Essa é outra diferença importante entre o desfibrilador e o cardioversor. O desfibrilador, especialmente aquele pensado para uso externo, tem uma aplicação bastante intuitiva. Assim, em geral, qualquer pessoa leiga pode operá-lo. Basta ter feito um curso de primeiros socorros, que certamente ensinará o básico no que diz respeito ao seu funcionamento. Já o cardioversor não funciona da mesma maneira.

Existem duas versões do equipamento. Uma é o cardioversor semiautomático, que faz o reconhecimento dos batimentos e oxigenação sozinhos, mas precisa do operador para administrar o choque elétrico. Já o manual precisa de um operador que faça o reconhecimento do ritmo dos batimentos e aplicar o choque.

Ambos os modelos precisam ser operados por um profissional da saúde treinado, preferencialmente um médico. Isso porque é necessário fazer uma análise apropriada da situação e então decidir quais os procedimentos a serem seguidos.

Entendeu como funciona o cardioversor?

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