Na última parte deste episódio #5, desvendamos mitos e verdades sobre a Ciência do Exercício. A Dra. Daisy Motta esclarece dúvidas comuns e, assim, mostra o que realmente funciona quando o assunto é treino e resultado científico.
Confira o episódio na íntegra e veja o resumo com os principais destaques:
Pílula do Exercício: Mito ou Realidade?
Você já ouviu falar na suposta “pílula do exercício”? Em outras palavras, seria um comprimido que substituiria a prática física. Contudo, apesar de pesquisas identificarem substâncias liberadas durante o treino, não é possível encapsular todos os benefícios porque:
- Por fim, há um cross-talk complexo entre órgãos, o que ocorre somente com a atividade física.
- Primeiramente, o exercício atua simultaneamente em vários órgãos e tecidos;
- Além disso, os efeitos são locais, sistêmicos e circulantes, de modo que um único fármaco não os reproduz;
Por que Não Teremos a “Pílula do Exercício” Completa?
A Dra. explica que, apesar das constantes pesquisas que identificam substâncias específicas liberadas durante o exercício físico, jamais será possível encapsular todos os benefícios em uma única pílula. Isso ocorre porque:
- O exercício físico age em múltiplos órgãos e tecidos simultaneamente.
- Os efeitos são locais, sistêmicos e circulantes, impossíveis de reproduzir completamente com um único medicamento.
- Há uma comunicação complexa entre os órgãos (cross-talk) promovida exclusivamente pela atividade física.
Exercícios Intensos: Atenção aos Riscos
Embora o exercício físico seja altamente benéfico, atividades intensas exigem cuidado especial:
- É essencial o acompanhamento médico para quem realiza exercícios muito intensos.
- Pessoas com condições cardíacas não diagnosticadas têm maior risco em atividades intensas, especialmente jovens com cardiomiopatia hipertrófica.
Fatores ambientais importam
Temperatura elevada e umidade excessiva elevam o risco:
- Porque altas temperaturas sobrecarregam o coração e favorecem desidratação;
- Já a umidade impede a evaporação eficiente do suor, logo, dificulta a termorregulação.
Sinais de alerta: interrompa o treino
Fique atento e pare imediatamente caso surjam:
- Dor intensa no peito (angina);
- Falta de ar desproporcional;
- No caso das mulheres, enjoo e sensação de aperto atípica.
Prevenção e reabilitação cardíaca
Exercitar-se regularmente não só previne doenças; como resultado, também acelera a recuperação após eventos cardíacos e cirurgias. Dessa forma, programas específicos preparam o paciente e otimizam o pós-operatório.
Exercício durante tratamentos
Mesmo durante terapias complexas (ex.: quimioterapia), a atividade física é recomendada: com efeito, ela aumenta a circulação e potencializa a entrega dos fármacos às células-alvo.
Suplementos e pré-treinos: use com critério
Nem todo suplemento é necessário e alguns são arriscados:
- Por exemplo, o uso indevido de tadalafila pode gerar riscos cardiovasculares;
- Além disso, energéticos em excesso podem desencadear arritmias, como fibrilação atrial.
Benefícios que vão além do coração
O exercício promove:
- Melhora do condicionamento cardiovascular;
- Aumento de força e função muscular;
- Inclusive, neurogênese (formação de novos neurônios), o que auxilia na prevenção de declínio cognitivo.
Política Nacional de Atividade Física
Em síntese, apoiar uma política nacional contínua é essencial para que programas eficazes cheguem à população, independentemente de mudanças de governo.
Conclusão
Em resumo, nenhuma “pílula” substituirá os benefícios amplos e integrados do exercício regular. Portanto, adote práticas que você goste, mantenha regularidade e, sempre que possível, busque orientação profissional. Assim sendo, a melhor prevenção — e promoção de saúde — é o movimento bem orientado.
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