Você ou alguém próximo foi diagnosticado com apneia do sono e não sabe o que fazer? 🤔
No segundo episódio do CMOS CAST, a fisioterapeuta respiratória do sono Flávia Nerbass explica tudo sobre os primeiros passos após a descoberta do distúrbio: diagnóstico, opções de tratamento e como cuidar da sua saúde.
Assista ao vídeo com a entrevista completa e aproveite as dicas valiosas que a doutora nos traz. A seguir, confira um resumo com as informações e orientações principais.
Apneia do Sono: O que é, sintomas, e como tratar
Você sabia que 1 em cada 3 brasileiros sofre de apneia do sono e que mais de 90% dessas pessoas não sabem que têm o distúrbio? Essa condição é silenciosa e, por isso, pode afetar gravemente sua saúde física, emocional e mental. A boa notícia é que, com diagnóstico e tratamento adequados, o controle é possível e pode ser mais simples do que parece. Além disso, iniciar o cuidado cedo evita desdobramentos desnecessários.
Nesse episódio do Cmos Cast, a fisioterapeuta especializada em medicina do sono, Dra. Flávia Nerbass, te ajudará a entender:
- O que é e como identificar os sinais da apneia e outros distúrbios do sono
- Fatores de risco
- Os principais métodos de tratamento
- O impacto que uma boa noite de sono pode ter na sua qualidade de vida
Vamos lá? Esperamos que goste da leitura!
O que é apneia do sono?
A apneia do sono é um distúrbio respiratório caracterizado por paradas involuntárias da respiração durante o sono. Como resultado, essas interrupções reduzem a oxigenação do corpo, prejudicam o sono reparador e podem desencadear diversos males, inclusive doenças crônicas. Em outras palavras, a apneia fragmenta o descanso e, consequentemente, compromete o dia seguinte.
Sintomas mais comuns da apneia do sono
Os sinais mais recorrentes da apneia do sono são silenciosos ou, muitas das vezes, ignorados por quem sofre do distúrbio.
Por isso, é importante que atente-se aos impactos que podem estar ocorrendo em sua rotina:
- Ronco frequente (principal sinal de alerta)
- Cansaço excessivo durante o dia
- Falta de concentração e memória
- Dor de cabeça matinal
- Acordar com a boca seca
- Levantar várias vezes à noite para urina
- Bruxismo e dor no pescoço
- Por fim, a irritabilidade e baixa produtividade
Fatores de risco
Sobretudo, pesam:
- Sobrepeso e obesidade
- Anatomia desfavorável (mandíbula retraída, céu da boca alto, nariz obstruído)
- Sedentarismo e envelhecimento
- Uso de álcool e medicamentos sedativos
- Genética e hábitos desde a infância (uso de chupeta, respiração oral)
Como diagnosticar a apneia do sono?
O diagnóstico é feito por meio de exames como:
- Polissonografia (tipo 1 ou tipo 2) – feito em laboratório ou em casa
- Oximetria noturna – mede a oxigenação durante o sono
- Monitoramento com aplicativos e relógios inteligentes – úteis para triagem, mas não substituem exames clínicos
Em todos os casos, procure um especialista em sono (médico do sono, otorrinolaringologista, pneumologista ou fisioterapeuta do sono). Dessa forma, você garante um plano terapêutico adequado.
Tratamentos para apneia do sono
Os tratamentos variam conforme a causa e gravidade da apneia:
- Uso de CPAP: aparelho que estabiliza a via aérea com fluxo contínuo de ar. Considerado como o tratamento mais efetivo da apneia.
- Perda de peso: gordura interna, inclusive na língua, compromete a respiração.
- Terapia fonoaudiológica: fortalece musculaturas da garganta, língua e palato mole.
- Aparelho intraoral: feito por dentistas especializados, avança a mandíbula.
- Cirurgias corretivas: para amígdalas, desvio de septo ou mandíbula retraída.
- Terapia posicional: adaptações para evitar dormir de barriga para cima.
- Reabilitação pulmonar: melhora força muscular respiratória.
- Mudanças de hábito: dieta, atividade física e higiene do sono.
Além disso, combinar abordagens, quando indicado, potencializa resultados. Por outro lado, automedicação e ajustes sem orientação devem ser evitados.
Relacionado: CPAP Oxygênis – a mais completa solução para o tratamento da apneia
Por que tratar a apneia do sono é essencial?
Ignorar a apneia do sono pode gerar consequências graves como:
- Doenças cardiovasculares e arritmias
- Hipertensão e diabetes tipo 2
- Déficits cognitivos e Alzheimer
- Quedas de produtividade e acidentes
- Depressão, ansiedade e outros transtornos mentais
Além disso, tratar a apneia melhora a disposição, o humor e a saúde geral, aumentando a qualidade de vida. Portanto, buscar ajuda especializada é indispensável..
Direitos de quem usa CPAP
Você sabia que quem utiliza o CPAP como parte do tratamento tem direitos garantidos por lei e regulamentações específicas? Conheça os principais:
- Transporte Aéreo: o CPAP não conta como bagagem de mão ou despachada em voos, conforme regulamentação da ANAC.
- Fornecimento pelo SUS: o SUS fornece CPAP para pacientes com apneia do sono moderada ou grave, mediante critérios clínicos.
- Cobertura por Planos de Saúde: planos regulamentados pela ANS devem cobrir a polissonografia e o tratamento com CPAP, quando indicado.
- Acessibilidade e Inclusão: pessoas com apneia severa podem ser consideradas pessoas com deficiência e têm direito à não discriminação e adaptações.
- Uso em Hotéis e Hospitais: estabelecimentos devem permitir e facilitar o uso do CPAP, sem cobrança adicional por energia elétrica.
Leia mais sobre esse assunto: Direitos de quem usa CPAP: O Que Você Precisa Saber
Conclusão
Em resumo, cuidar do sono é cuidar da sua qualidade de vida. Se você ou alguém próximo ronca, acorda cansado ou apresenta os sintomas listados, não ignore os sinais. A apneia do sono é tratável e pode transformar o seu dia a dia — especialmente com equipamentos modernos e confortáveis, como os CPAPs.
Dica final: grave seu sono com apps, faça um checklist de sintomas e, por fim, procure um especialista. Tratar o sono é investir na sua saúde presente e futura.