Qual a relação entre apneia do sono e o infarto?
Dormir mal não é apenas sinônimo de cansaço. De acordo com especialistas, a apneia do sono condição marcada por pausas repetidas na respiração, pode aumentar o risco de infarto e outras doenças cardiovasculares.
No episódio 14 do CMOS Cast, o Pastor Christian compartilha uma história real e emocionante. Ele sobreviveu a três paradas cardíacas e descobriu que a causa estava diretamente ligada à apneia do sono não tratada.
O testemunho do Pastor Christian
Durante o episódio, Christian conta que viveu anos com sono irregular, alimentação desequilibrada e jornadas noturnas intensas no trabalho de TI.
Aos 25 anos, ele sofreu três paradas cardíacas consecutivas. Somente após esse evento descobriu que o problema era a apneia do sono grave.
Após realizar o exame de polissonografia, iniciou o tratamento com CPAP, um equipamento que mantém as vias respiratórias abertas durante o sono.
Como resultado, sua vida mudou por completo. Ele deixou de usar medicamentos para pressão alta, recuperou energia, perdeu peso e voltou a ter qualidade de vida.
“O CPAP não só salvou minha vida, mas devolveu minha disposição e tranquilidade. Hoje durmo melhor, acordo bem e até meu humor mudou”, contou o Pastor.
Além disso, Christian relata que, nos dias em que deixa de usar o aparelho, sente fadiga, irritabilidade e perda de concentração.
O que dizem as evidências científicas
Estudos recentes também reforçam essa relação. A American Heart Association, por exemplo, publicou um Scientific Statement destacando que a apneia do sono está subdiagnosticada, mesmo entre pessoas com hipertensão e insuficiência cardíaca.
Em alguns grupos, a prevalência pode chegar a 80% dos pacientes.
Além disso, uma pesquisa divulgada no Journal of the American Heart Association mostrou que adultos jovens com apneia leve apresentaram maior prevalência de hipertensão, diabetes e infarto, mesmo após o ajuste por outros fatores de risco.
Mais recentemente, outro levantamento analisou registros eletrônicos de pacientes com câncer. Os pesquisadores observaram um risco 37% maior de eventos cardiovasculares adversos entre aqueles que também tinham apneia.
Dessa forma, os achados deixam claro que a relação entre apneia e doenças cardíacas não é coincidência, mas sim uma associação com impactos clínicos reais.
Do relato pessoal à prevenção
Durante anos, Christian levou uma rotina desgastante, com noites mal dormidas e hábitos pouco saudáveis.
As paradas cardíacas ocorreram quando ele ainda era muito jovem, um alerta de que a apneia pode afetar qualquer pessoa, independentemente da idade.
Na investigação médica, o exame do sono revelou apneia grave, e o uso do CPAP foi decisivo para sua recuperação.
Por isso, ele retomou o bem-estar, reduziu o uso de remédios e melhorou sua disposição.
Hoje, Christian relata que, nos dias em que não utiliza o equipamento, sente fadiga, irritabilidade e dificuldade de concentração.
Consequentemente, seu caso mostra como o diagnóstico e o tratamento corretos podem mudar o rumo da saúde cardiovascular.
Conclusão
A apneia do sono não é apenas um problema de ronco.
Quando ignorada, pode desencadear infarto, insuficiência cardíaca e arritmias graves.
O testemunho do Pastor Christian, somado às evidências científicas, reforça a importância de monitorar o sono e buscar diagnóstico precoce.
Assim, cuidar da respiração durante o sono é também cuidar do coração e da vida.
Assista agora ao episódio completo no YouTube do CMOS Cast.