CENTRAL DE VENDAS (31) 3547-3969

Dor no peito é algo que sempre traz consigo certa preocupação, e não é por menos, afinal é um dos indicativos de algumas doenças cardíacas, como o infarto. Por isso, nunca se deve levar levianamente uma dor no peito, e é importante que se observe que outros fatores acompanham a dor, para relatar ao médico e obter um diagnóstico mais preciso.

A boa notícia é que, de acordo com um estudo publicado pela Universidade de Michigan em 2000, feito com cerca de 400 pacientes com frequente dor no peito, apenas 11% tinham problemas cardíacos, entre os restantes, 36% dos casos de dor eram vindos de problemas musculares ou relacionados com o esôfago, e 53% não tinham causa definida.

Possíveis causas

  • Excesso de Gases! Isso mesmo, pode-se sentir fortes dores no peito por causa de excesso de gases intestinais. Isso acontece porque este acúmulo de gases no intestino pode, muitas vezes, acabar pressionando os outros órgãos, causando compressões que podem ser doloridas. Essas dores são, geralmente, como pontadas fortes, elas somem, porém, reaparecem rapidamente. Para resolver este problema pode-se fazer massagens na região do intestino, auxiliando os gases a saírem, ou procurar uma posição que facilite a liberação dos mesmos, como deitar de bruços, com os joelhos dobrados, fazendo com que as pernas pressionem o abdômen.
  • Refluxo. O refluxo que reflete no estômago e no esôfago é chamado de gastroesofágico. Isso é o que acontece quando os ácidos do estômago sobem até o esôfago, causando a sua inflamação. As características desta condição incluem fortes queimações e dor no peito. Chás de camomila e gengibre diminuem a acidez do estômago, e ajudam a amenizar a inflamação do esôfago. Porém, em casos como este é aconselhável que se procure um médico para que o tratamento adequado seja aplicado.
  • Problemas na vesícula. A vesícula biliar é um órgão muito pequeno, em formato de pera, localizado ao lado direito do estômago e logo abaixo do fígado. Ela pode inflamar com a presença de pedras, que são o acúmulo de substâncias biliares combinadas com um baixo nível de água, fazendo com que essas partículas se solidifiquem; além das pedras, outra causa de inflamação é a ingestão constante de alimentos gordurosos. Neste último caso, muitas vezes a solução é apenas optar por uma alimentação mais leve e beber bastante água. Já no caso das pedras, a dor geralmente é tão forte que o paciente acaba indo ao médico, mesmo sem saber do que se trata.
  • Inflamação da caixa torácica. A caixa torácica é o conjunto de ossos que formam o escudo dos nossos órgãos vitais na região do tórax, como o coração e o pulmão. Esses ossos são as costelas, que podem sofrer pequenas infecções, por causa de pancadas ou outras coisas, e como consequência, pode-se sentir algumas fisgadas fortes, dando a impressão de dor no peito, quando a dor na verdade está nos ossos.
  • Pressão alta. Pessoas que sofrem de pressão sanguínea alta tendem a sentir dor no peito. O controle da pressão é algo muito importante, pois o descuido pode levar ao óbito, por isso, recomenda-se buscar um profissional cardiologista, para que o tratamento adequado aconteça o mais rápido possível.
  • Úlceras no estômago. As dores da inflamação na parede do estômago podem, muitas vezes ser confundidas com dores no coração, pois os dois órgãos estão bem próximos um do outro. Essa confusão pode ser ainda maior, dependendo do lado em que a úlcera está localizada. Caso haja suspeita de um caso desses, deve-se procurar um médico gastroenterologista, para que o mesmo indique o tratamento adequado.
  • Problemas pulmonares. Algumas infecções pulmonares, como pneumonia e bronquite, podem causar dor e desconforto ao respirar. Assim como as úlceras no estômago, as dores no pulmão são muitas vezes confundidas com dores cardíacas pela proximidade dos órgãos.
  • Lesão Muscular. As lesões musculares podem ocorrer por diversos motivos, como durante uma atividade física, em crises de tosse, em períodos de estresse e ansiedade, quando muitas vezes a tensão faz com que os músculos fiquem enrijecidos, causando grande dor.

Quando ir ao médico

Como visto, os motivos podem ser diferentes e bem variados, e nem sempre é necessário ir ao médico para resolver o problema. Porém, não é por causa disso que o assunto deve ser levado levianamente. Afinal, quando se trata de saúde, cuidado e atenção são sempre bem vistos.

Se você perceber um dor no peito, sem razão aparente, ou se suspeitar que esteja sofrendo um ataque cardíaco ou algum problema relacionado, procure um médico imediatamente. Além disso, alguns indícios de que um médico deve ser procurado:

– A dor demora muito a passar (pode ser casos de 20 minutos contínuos de dor, ou casos em que a dor vem e passa, mas vem todos os dias).

– Dor de cabeça muito forte.

– A dor é acompanhada de suores frios, ou febre.

– Problemas para respirar.

Junto a estes fatores, algumas pessoas fazem parte de grupos de risco, por fatores genéticos ou comportamentais, e nesse caso, o acompanhamento médico deve ser feito de maneira muito mais diligente.

Pessoas com mais de 40 anos de idade devem procurar um médico ao sentirem qualquer dor sem razão aparente. Indivíduos com histórico de risco, como pressão alta, angina, obesidade, diabetes ou colesterol alto, também se encaixam no grupo de pessoas que devem ser monitoradas frequentemente.

Outras pessoas com risco aumentado de contrair alguma doença que cause dor no peito são fumantes, sedentários, indivíduos com dieta rica em gorduras saturadas, usuários de drogas e etc.

Como evitar a dor no peito

Levando em consideração que a dor no peito pode ter causas diversas, colocar uma prevenção que sirva para todas as causas é uma missão falha. Porém, alguns fatores relacionados a estilo de vida, tem grande influência em diversas causas e é sobre eles que iremos falar agora.

O Brasil é o país com a maior taxa de ansiedade no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Ansiedade e estresse, combinados são fortes influenciadores para o surgimento de problemas de saúde, principalmente os coronários.

Por isso, adquirir um estilo de vida mais leve, tranquilo e saudável, é vital para a prevenção, pelo menos inicial, de dores torácicas.  Praticar exercícios físicos, manter uma dieta alimentar balanceada e, preferencialmente, mais natural, descansar, ter tempo de lazer e descontração, viajar, tudo isso influencia na qualidade de vida, que é indiretamente proporcional ao estresse. Se um aumenta, o outro diminui.

Diminuir o consumo de álcool e evitar o uso de cigarros e o consumo de drogas ilícitas também contribui.

Quer saber mais sobre esses e outros assuntos relacionados à saúde e bem-estar? Siga a gente no Facebook e não perca nenhum post.